Assembleia

A ETAR de Arreigada voltou a ser tema de discussão e de troca de acusações entre o Partido Socialista e o Partido Social-Democrata de Paços de Ferreira.

Depois de Humberto Brito, presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira ter sido ouvido na Comissão da Energia e do Ambiente, no Parlamento, na última sessão da Assembleia Municipal, a social-democrata Joana Araújo pediu explicações, assim como um pedido de desculpas por parte do executivo, que ao longo dos anos foi dizendo que o problema estava resolvido, sem que tal se verificasse. “Depois da audição esperávamos um pedido de desculpas. Este executivo tem, desde o início, tentado sacudir responsabilidade. Mas há responsabilidade, quanto mais não sejam políticas, por todo o processo que não correu bem e porque camuflaram a situação em plena campanha eleitoral”, referiu a social-democrata.

Em resposta, Humberto Brito acusou o PSD de “inação e responsabilidade” em relação à ETAR de Arreigada, já que até 2013 nada fez para resolver o problema, e “falhou de forma catastrófica no cumprimento das suas obrigações para com os cidadãos”.

O autarca remeteu-se ao período entre 2004 e 2013, durante o qual o PSD era poder no concelho de Paços de Ferreira para acusar o principal partido da oposição de nada ter feito para resolver um problema da ETAR, que já nessa altura necessitava de uma ampliação e o PSD “nada fez”. “Esta omissão não é apenas uma falha administrativa, é uma responsabilidade que roça o criminoso”, referiu, recordando que nessa altura houve um aumento das ligações do saneamento, com uma infraestrutura “obsoleta”, incapaz de responder às necessidades da população.

Segundo Humberto Brito, é também responsabilidade do PSD a concessão da água, assim como “os valores exorbitantes” que a concessionária cobrava pelas ligações do saneamento.

A par do assunto da ETAR, Humberto Brito referiu ainda a situação financeira em que o PSD deixou a Câmara Municipal, “na bancarrota”, com uma dívida de 70 milhões de euros, com um pedido de reequilíbrio económico-financeiro da concessionária da água e saneamento de mais de sete milhões de euros e uma empresa municipal com dívidas de mais de 50 milhões de euros. “Esta situação caótica não é apenas um reflexo de incompetência, é uma prova de incapacidade do PSD de governar de forma responsável e transparente”, referiu o autarca.

Humberto Brito recordou ainda que o PSD votou favoravelmente o projeto de ampliação da ETAR e acusou os social-democratas de agora estarem a querer dar “o dito pelo não dito”. Mas, referiu, que a responsabilidade política ou criminal é igual, para o PSD e para a Câmara Municipal.

Já depois da sessão da Assembleia Municipal, o PSD de Paços de Ferreira veio, em nota de imprensa, criticar o autarca pelas declarações proferidas e acusou o executivo municipal de “falta de preparação, de estratégia e de respeito pelos cidadãos”, não só no que respeita à ETAR de Arreigada, mas também quanto a outros projetos essenciais para o concelho, caso do Posto da GNR de Freamunde, que ainda não avançou, ou a isenção das portagens na A41 e A42. “O senhor Presidente da Câmara parece querer sair agora da sua hibernação”, referiram, acrescentando ainda que “o Partido Socialista em Paços de Ferreira está parado no tempo, mergulhado na sua própria incompetência e arrogância. Não sai do sítio e, pior, quer arrastar o concelho consigo para a estagnação”, concluiu o PSD.

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